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 Baphomet - Seus significados

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MensagemAssunto: Baphomet - Seus significados   Ter Out 25, 2011 8:45 am


“No primeiro aeon,eu era o Grande Espírito
No segundo aeon,Homens conheceram-me como o Deus Chifrudo, Pangenitor Panphage
No terceiro aeon,Eu era o Nigérrimo,o Diabo
No quarto aeon,os Homens não me conheciam,porque eu sou o Escondido
Neste novo aeon,Eu apareço ante a ti como Baphomet
O Deus anterior a todos os Deuses,aquele que perdurará até o fim daTerra.”
- Peter J. Caroll: Liber Null Psychonaut


O Néter, Deidade ou Arquétipo de Baphomet possui uma origem extremamente controversa e que remonta à Idade Média (mais precisamente no período das Cruzadas Cristãs).

A Ordem dos Cavaleiros do Templo(Templários), era o braço militar dos países Europeus na Terra Santa ao lado dos Hospitalários(estes notoriamente com menor projeção). E foi justamente entre estes Cruzados da “Palavra de Cristo” é que surgiu o Senhor da Luz e Trevas:Baphomet.

Em 13 de Outubro de 1307,está documentado que os Soldados do Rei Phillip da França a mando do próprio Papa(naquele período ainda não tinha se sucedido a laiscização do Estado e por tal religioso e político fundiam-se em interesses opressores mutuais) e do Rei Francês,invadiram a Fortaleza dos Templários e levaram sob custódia seu Grão-Mestre Jacques de Molay e grande parte dos cavaleiros como prisioneiros sob a acusação de veneração do Demônio sob a forma de um ícone chamado Baphomet.

A veracidade do facto dos Templários venerarem realmente o Demônio sob a imagem de Baphomet é extremamente questionável e incerta.É sabido que desde a criação da Ordem na Primeira Cruzada(em torno de 1095),estes ganharam enorme poder militar,pecuniário e político.

Seu poder militar veio graças a criação de um sistema de treinamento severo de seus cavaleiros,aprimoramento de práticas beligerantes antigas,sistema de ingerência rígido e uso de armas de qualidade superior a vista em muitos exércitos.

O poder pecuniário adveio graças a pilhagem de inúmeros bens dos muçulmanos com a invasão de suas fortalezas e cidades,controlo de rotas por onde passavam caravanas de comerciantes islâmicos.

Sendo uma época baseada num sistema onde o acúmulo de Terras (estas em teoria no nome da Igreja) era sinônimo de poder,os templários ganharam enorme influência política pelo gerenciamento de inúmeras fortalezas na Palestina e outras Regiões. Assim como detinham grande parte da massa cristã ao seu lado pelas conquistas e por serem tidos como o “Exército de Jeová na Terra”’, o que deu-lhes influência enorme.

Por estes fatores,o Papa Clemêncio (ou Clemens como era conhecido) temeu o Poder enorme adquirido pelos Templários e que estes pudessem influenciar desfavoravelmente a “Balança de Poder” caso decidissem adquirir independência plena do augúrio papal.Destarte começou este,a instigar os Reis contra os templários.Mas instigar a Nobreza contra a Ordem não seria nem de longe suficiente para conseguir uma campanha absolutamente bem-sucedida contra os Cavaleiros do Templo.Ainda era preciso o consentimento do Povo a partir do descrédito da Ordem perante os moldes crististas fortíssimos da época.

Calcula-se que desta forma foram muito bem plantados boatos e falsas provas de que os Templários veneravam um demônio de nome Baphomet e que por tal deveriam ser eliminados em nome de Deus.

Nesta versão,chegamos a conclusão de que Baphomet foi na Realidade uma Deidade inventada pela Igreja(como tantas outras o foram no período da Inquisição) para desmerecer e eliminar os Templários.

Contudo, existem correntes de Historiadores,Arqueólogos e Estudantes do Oculto que afirmam veementemente que realmente os templários teriam cultuado uma Entidade de nome Baphomet.E que tal entidade seria em realidade um fusionismo do conceito cristão Religioso de Yeshua(Jesus) e Mohammed(uma figura muitíssimo cultuada na antiga Terra dos Muçulmanos).Tal sincretismo deu-se sem uma percepção consciente por parte dos Templários segundo estes estudiosos. Todavia esta Entidade cultuada não teria nenhuma correlação com o Diabo ou a Egrégora Infernal,e que tal culto foi apenas um estopim utilizado pela Igreja para caçar os Templários.

Como suporte da Teoria de que Baphomet era realmente cultuado pelos Templários os estudiosos valem-se de um diário dito pertencente à Jacques de Molay (último Grão Mestre da Ordem) onde este registra minunciosamente Magias, Rituais e Liturgias envolvendo tal figura.Assim,como também graças a uma estátua,contida em um cofre,exumada de ruínas de uma antiga fortaleza dos templários no Oriente (tal petardo apresentou-se muito bem selado dentro do cofre.Esta estátua apresentou-se como uma figura baphomética análoga dos pontos de vista do Bode de Mendes e ao andrógino do alquimista Khunrath. Esta figura era barbuda,corpo inteiramente feminino,em uma de suas mãos portava o Sol e na outra a Lua,ambos astros atados por correntes. A imagem segundo os arqueólogos apresentavam conceitos considerados obscenos e,quiçá,diabólicos para época medieval).

Bem,todavia poderíamos considerar que tal diário e tal estátua foram falsas provas inseridas no Templo Templário por agentes do Papa para acusar falsamente os templários e dar suporte à sua teoria inventada de culto ao Demônio.

Pois bem,sendo realidade o culto de Baphomet ou não por parte dos templários,esta Deidade reinterpretada por Alquimistas(como Eliphas Lévi),cultuada por Seitas Gnósticas(surgidas,principalmente,a partir do século XV),temida por uma massa medieval que acreditava em qualquer disparate papal e,mais recentemente, ressucitada por Satanistas Contemporâneos(ligados a filosofia de La Vey) já ganhou Força mais do que Suficiente para Existir.Sim,existir como Egrégora,como Força Energética Influente em processos de Magick e impressa na Luz Astral graças ao Inconsciente Coletivo.

Baphomet Alquímico:

“Se as criaturas humanas tentassem alcançar a auto-perfeição ao invés de tentar salvar mundos,e se esforçassem pela liberdade interna ao invés de se esforçarem para libertar o mundo - o quanto teria sido feito pela verdadeira libertação da humanidade!”
- Autor Desconhecido

A figura de Baphomet foi ressuscitada e reinterpretada para o vulgo,de uma maneira geral,no século passado por Eliphas Lévi(Alphonse Louis Constant) sob uma ótica alquímica.

Quaisquer associações com o conceito maniqueísta cristão de Mal foram abolidas e Baphomet ressurge como um Grande Arcano Mágico de Iniciação.Tal criatura ganhou o Status de Demiurgo,um Reflexo de como deve ser o Ser Iluminado que atingiu à Grande Obra em sua plenitude(converteu com sucesso Chumbo em Ouro).

Por ser considerado um Demiurgo e Iniciador,este Logos(Baphomet) foi associado por alquimistas,gnósticos e maçons ulteriores e anteriores a Eliphas Lévi(e pelo próprio mas com uma argumentação mais implícita),a Jesus Cristo.Yeshua para alguns alquimistas é um Iniciador,aquele que traz o Verbo Divino e torna-o Humanizado,e que por sua vez também Diviniza o Verbo Humano.Desta forma,Baphomet seria a Imagem projetada deste conceito cristológico transformador,e portanto o próprio Jesus Cristo em sua magnificiência.

Segundo a gematria-cabalística o nome de Baphomet deve ser pronunciado no sentido inverso,e é composto por três abreviaturas:TEM OHP AB.Tal abreviatura quer dizer respectivamente:Templi omnium hominum pacis abbas (“Pai do Templo - Paz Universal dos Homens”).

A figura acima é uma reprodução minimizada do desenho elaborado por Eliphas Lévi de Baphomet.Este apresenta enorme simbolismo e riqueza em detalhes,detalhes estes pormenorizados nos subseqüentes parágrafos.

A Tocha contida entre seus dois cornos representa a Inteligência Equilibradora do Ternário.Assim,como pode representar o Azoth do ser plenamente aceso e fulgurante,projetando-se para o Alto(atingindo assim os Céus ou às Cabalísticas Séfiras Supernas).

Tal tocha simbólica também é a representação da Alma elevada sobre a Matéria,embora presa à própria Matéria como as flamas estão presas a tocha.

Sendo a Tocha,localizada entre os Cornos representando a Inteligência Equilibradora do Ternário,a Pomba Mercurial.

Os Cornos representam a Dualidade Equilibrada em parcelas iguais,opostos contidos no mesmo ser.Da mesma sorte,que pode representar o aspecto mais animalesco Humano.

Em sua testa reside o Símbolo do Pentagrama,o Símbolo do Microcosmo(evidência de que este ser encontra-se contido em nosso Interno e não Impessoalmente no Externo).Assim,como o Pentagrama representa o Domínio do Espírito sobre todas os Elementos(estes representados pelas outras pontas do Pentagrama) e a Elevação Espiritual em sua Forma mais sublime(evidência de que Baphomet é um Arcano Mágico e de Natureza Transcendental-Espiritual segundo a ótica alquímica).

Tendo sido colocado abaixo da Tocha,este Pentagrama dá contornos de Revelação Divina à mesma.

Sua cabeça sintética de Bode,comporta também traços do Cão,Touro e Asno.O Asno representam a responsabilidade da Matéria apenas.O Cão é uma manifestação de Hermanubis (Deus Cão Egípcio) que representa o Mercúrio dos Sábios,o Fluido,o Ar e a Água sob uma só forma.Touro é uma manifestação de Apep(Deus Touro Egípcio)e que representa a Terra,o Sal dos Filósofos.Por fim,o Bode representa uma fusão de conceitos místicos Egípcios e Hindus,e representa o Fogo,Símbolo da Geração e o Enxofre dos Alquimistas.

É interessante notar a Formação do Y Alquímico (Sal,Enxofre e Mercúrio)através do Touro, Bode e Cão respectivamente e que este encarcera-se na Matéria(representação do Asno).

Este com suas mãos demonstra o perfectamente o postulado de Hermes Trismegistus (“Aquilo que está Acima é como aquilo que está Abaixo”),pois aponta com uma para o Alto e com outra para Baixo.

Em uma das mãos este Evidencia o Poder do Binário(a que aponta parta o Alto),e na outra este Binário manifestado através do Perfecto Ternário(a que aponta para Baixo).

As mãos são Humanas para representar à Santidade do Trabalho empreendido por este.

Acima de uma de suas mãos(a que aponta para o Alto),vê-se à Lua branca de Chesed,o poder da Misericórdia.Abaixo da outra mão vê-se à Lua Negra de Gedulah,o poder da Justiça.Signo este que expressa o acordo perfecto de Justiça com Misericórdia,criando assim a Justiça Misericordiosa.

A presença da Lua Negra e da Lua Branca representa também o equilíbrio perfecto entre Luz e Trevas no Ser.

Nos antebraços encontram-se escrito dois vocábulos:Solve e Coagula(respectivamente no antebraço do membro que aponta para o Alto e no antebraço do que aponta para Baixo).Estas frases são da autoria do alquimista Khunrath(Eliphas Lévi era grande admirador do maravilhoso trabalho do mesmo).Estas frases exprimem que aquele que porta Baphomet Manifestado dentro de si, deve saber coagular (Reter, Passivo, Yin, Negativo, Feminino) e Solver (Movimentar, Ativo, Yang, Positivo, Masculino), conter assim ambas as características.

O Corpo deste apresenta-se como o Andrógino de Khunrath mas adicionado de elementos animais(dando-o aspecto antropozoomórfico).A característica de Androgenia é para evidenciar que tal Figura possui Hadit e Nuit dentro de si,sendo o próprio Ra-Hoor-Khuit e portanto contendo elementos Masculinos e Femininos.Os aspectos zoomórficos dão a este uma analogia que ligue-o à Matéria e ao lado Humano Mais Bestial Equilibrado com o Divino(representado pela porção Humana deste pois para os Alquimistas a Forma de Deus é como a Forma Humana - “E pois Deus criou o Homem sua Imagem e Semelhança..”- Gênesis Capítulo I,Versículo 27).

O par de seios femininos também podem representar os Signos redentores da Maternidade e do Trabalho quando realizados no Plano da Grande Obra.Da mesma sorte que em comunhão com os braços Representam a Humanidade-Divinizada de tal ser.

O caduceu na sua região pélvica-peitoral representa o Equilíbrio Pleno dos Opostos (Trevas e Luz)dentro deste.

Sendo que este Símbolo de Hermes pode representar o o Poder Hermético contido nele.Assim como a projeção dos Mistérios da Geração Universal.

O Semicírculo,que deve ser de coloração azulácea,representa à sua Nuit perfectamente anexada a este.

Seu ventre apresenta-se coberto de escamas verdes,como um símbolo da Natureza Passiva e adaptadora dele(similar ao Conceito de Água para os Taoistas).

Este apresenta um par e Asas Negras,que pode ser uma conexão entre este e Lúcifer(que para os cabalistas e alquimistas não possui quaisquer relações com a figura de Satã;sendo muito mais um Símbolo de Luz e Inteligência Primordial podendo ser correlato também até ao Nazareno segundo atestam).

Da mesma sorte que acima das escamas pronunciam-se penas de diversas colorações.Tais penas são potencializações do Elemento Ar-Volátil contido neste.

Este panteu deve ter por assento um Cubo e por estrado deve possuir uma única Esfera,seja uma esfera e um escabelo triangular(para não tornar o desenho complexo em demasia estes pormenores foram retirados).O Cubo representa o Sal ou Pedra Filosofal sobre ao qual toda esta Imagem se abanca.A Esfera representa a potencialização deste conceito de Quadradura do Círculo.O escabelo triangular representa a potencialização do sentido de Elevação-Transcendental de tal Figura(o triângulo é Como o Fogo Ativo que Eleva o Espírito e um Poder Mágico).

Como último comento é interessante notar que tal figura certamente contém todos os Cinco Elementos em si como uma Representação Fiel do Equilíbrio(Fogo, Água, Terra, Ar, Espírito).

Baphomet,O Louco Transmutado e Ilusão Destruída:


“Aqueles que sempre procuram por mim devem alquebrar-se para desta forma me encontrarem;assim eles irão me encontrar e olhar-me nos olhos - e então eles irão descobrir ninguém mais que eles mesmos!” - AKRON:“Roaming of the Universe”


Segundo Mestre Therion Baphomet pode ser entendido como a Criação e resumido pelas duas Letras Hebraicas de Hain e Schin.

Ambas as Letras de antemão muito já dizem sobre o conceito de tal figura:

- Hain é Forçar,quando lhe apraz,a Natureza a revelar-se.

- Shin é possuir o segredo das riquezas,transmutar Chumbo em Ouro;ser sempre o amo e não o escravo.Saber extrair o gozo mesmo da pobreza e não cair jamais,nem na abjeção e nem na miséria.

Por fim, chega-se a conclusão de que Baphomet,é aquele que permite-o atingir a Pedra Filosofal,aquele que revela sua Verdadeira Natureza e Eu Supremo à ti de forma Incendiária como o Fogo num Cerrado.

Baphomet é aquele que o Deifica e o põem no Manto Negro dos Céus como uma Constelação,como Um Deus dando-te a Emancipação Plena de todos os Grilhões da Efemeridade Humana permitindo-te atingir o Êxtase Supremo no Sol que Sempre Arde em L.L.L.L.L. (Love,Law, Life,Light, Liberty).

Colocando tais letras hebraicas no ROTA,encontra-se a Torre (Hain) e o Louco (Schin).

A Torre é o “céu da Lua,alterações,subversões,transformações,fraquezas”.A Torre de Babel fulminada pelo Raio da Verdade.Representa a Queda da Torre de Ilusões e Confusões anteriores,a Morte de Choronzon para o Encontro da Verdadeira Vontade oculta antes no “tenebrae” da Torre.Quando todas as fraquezas caem e o sofrimento vêm.Mas após a dor da queda da antiga fortaleza vem a simplicidade de um Mundo Sem Paredes Ilusórias.É o bradar perante os Raios de Thor:”Eu destruo!” É o Dragão de Fogo de Yang que tudo destrói com seu vulcânico hálito complementado pela Imagem da árvore atingida pelo Raio e pelo Fogo de Yin que são vaticínios da Renovação pela Destruição.

O Louco é o Novo Começo.Aquele que traz no saco às suas Costas todas as experiências anteriores,desejos desconsideráveis e toda sorte de misérias apenas como algo relegado ao passado e que ensinou-o algo,e foram catalisadores de alguma maneira,da Transformação Verdadeira de Chumbo em Ouro.É o Novo caminhar na Estrada plena do Tao(A Estrada sem Forma).Todo Caos reprimido se vai,e por fim acha-se o Sagrado Guia-Espírito Universal e brada-se:”Eu me torno!”É feita a União com o Todo e o tornar-se Deus(vai-se a mera Treva e Luz dicotômica,vê-se apenas o Cinza) pela Auto-Redenção e Auto-Iniciação.

A Torre é a fachada que usamos para esconder o Diabo(Baphomet)que espera pelo Louco na Escuridão do Útero que antecede o Nascer.O Louco ao encontrar o Diabo se transforma e torna-se Real,dando as mãos a este e fundindo-se a tal,enquanto a Antiga Torre da Ilusão se desfaz e o Louco-Diabo toma o Mundo Liberto de si.

Uma Visão Crowleyana:


“Ele é paciente.
Ele é silencioso.
Sem ódio ele pronuncia o julgamento.
Ele é distante,
mas seus olhos fitam a cidade.
Ele mata o iniciado
E ressucita-o para a nova vida.”
Poesia Yorubá

A visão geral crowleyana(e conseqüentemente da maioria dos thelemitas) em relação a Baphomet, é vista no Liber A’Ash Vel Capricorni Pneumatici Sub Figura CCCLXX.

Crowley,neste Liber Classe A,analisa a Natureza da Força Mágica Criativa no Homem.Explica como despertá-la,como utilizá-la e indica assim,os objetivos gerais e particulares a serem alcançados.Para tal,utiliza-se da Deidade Baphomet como a Chave do Grande Mistério Mágico e como Paralelismo da Força Mágica em Si.

Vemos neste liber,que somente quando o Adepto unir-se a Baphomet(a Luz retida em seu Império de Trevas,aceitação plena de sua Treva e Luz),este atingirá o êxtase mágico verdadeiro e sua Magia-Vontade fluirá sem retenções pela própria Figura de Baphomet.

O renascido em F.I.A.T.(Baphomet) é como Ra-Hoor-Khuit contendo Harpocrátes seu irmão gêmeo e transformador.Nisto está a Real Magia.

Aquele que renasce na Luz de Baphomet(Real Magick) é forte e estóico,até a maior das Tempestades resiste.

O adepto deve fixar o Demônio dentro de seu Cosmo Pessoal e deixar sua Palavra explodir em um Zeitgeist de Enormes proporções,sem medo e irradiando-se em Magick desvelada de seu capuz pela Vontade Sagrada,por Ele.

A Força do Magista é inabalável pois a Serpente é vívida em seu interno(Kundalini a fluir; Leviatã que enrosca-se em torno de Baphomet até se confundir com o mesmo),e se não for vívida e houver cansaço é porque ainda reside na Ilusão.

Encontrar Magick,conceber Baphomet,é unir Yoni e Lingam em uma só figura!É tocar os dois pólos e se tornar ambos.Agir pelo Não-Agir.

Tu deves de render-se ao seu Dei Supremo e Mágico contido no seu Vaso,pois este fita-o como o Olho do Triângulo.O Olho do Triângulo seria o “Secvulvm Notarvm”(uma expressão maçônica que quer dizer:”O Novo substitui o Velho”).Assim,após o encontro com este Arcano Mágico tu renasces na Lvx antes Occulta em ti como um ser Novo que destrói a antiga estrutura.

Baphomet pode ser colocado no octágono,que é o Símbolo da Magia Máximo,e posteriormente resumido pelo Três(representação de que Baphomet é um princípio Ternário Supremo ou Equilibrado pelo Mesmo).

Sendo Baphomet,a encarnação e manifestação de seu Eu Transcendente,este é a encarnação de tudo que é Sagrado e de toda sua Vontade.Este é o Senhor da Morte,onde cada um de seus aspectos mais sombrios e ditos mortos devem ser tocados,louvados e sublimados na Eucaristia deste.

Os que o “adorarem” e encontrarem-se plenos em Baphomet serão considerados amaldiçoados e horríveis aos olhos dos “profanos” pois estes “profanos” não imergiram em suas próprias Trevas e em sua Própria Divindade de Bode do Espírito.Desta forma odeiam aqueles que tiveram coragem de fazê-lo.

Ao encontrares Baphomet,tu serás castigado com muitas ordálias e provas pois tu és o amado deste(Este ama-te e portanto destrói seus delírios ilusórios).Estas provações e torturas são o que são pois tu deves de destruir tudo que distancia-se de sua Real Natureza,e deve desfazer plenamente Chronzon.Baphomet não deve ser cultuado como uma manifestação impessoal e sim como uma manifestação de seu interno,pois tudo feito em ti é Sagrado mas nada feito fora de ti é Sagrado.

Este é envolvido pela Tormenta de Daat que torna-te pueril até jogá-lo para as Supernas e o contacto Supremo com o Sol que sempre Brilha(Manifestação de Baphomet)onde tua Forma Pueril será Reestruturada numa Criança Suprema em torno do Deus-Bode no encontro Eterno com a Eternidade e com o Poder Máximo da Criação.

Encontrando Baphomet,tu és plenamente concebido no amor da senhora Nuit,absorto em Babalon.Estando em Baphomet,tu viverás em êxtase supremo e tudo que fizeres será no êxtase Infinito da Alegria de Ser.Tu renasces em L.L.L.L.L. e possui os ditos Pecados dentro de si.

Estando Uno com Baphomet,tu tornas-te mais um Elo da Corrente Mágica ou um Bloco da Pirâmide dos que se Banharam na Luz das Luzes(este conceito é visto na ideologia da Ordo Baphometis - que visa a formação de uma Corrente de Pessoas sob o Logos de Baphomet e através do mesmo - e na própria estrutura da A’A’ - que visa a Construção da Pirâmide dos Iniciados pela e através da Thelema - )através de Eternidade em Eternidade

Para encontrar a Luz de Baphomet deves de Entrar nas Trevas.É uma Luz que encontra-se oculta até que tu tenhas Morrido nas Trevas para Renascer na Luz.Portanto Baphomet é o Anjo da Luz que encontra-se nas Trevas,devendo vosmicê para encontrá-lo viver Treva e Luz.

Contudo para Crowley até,mesmo na vivenciação da Morte e Desterro das Trevas,deves tu de viver com deleite,o que teoricamente é válido mas em termos práticos funciona com pouca eficácia ou de forma um tanto quanto utópica.

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MensagemAssunto: Re: Baphomet - Seus significados   Ter Out 25, 2011 8:45 am

Baphomet de La Vey:


“e rejubile-se nos deleites da carne. Encare a face de Satã e caminhe pelos campos de fogo erótico” - Nagash:“The Blazing Monoliths of Defiance”

Com a deflagração do Satanismo Contemporâneo por Anton Szandor La Vey na década de 60,este erigi um Símbolo para sua Religião:Baphomet.


O Símbolo utilizado por La Vey é aproveitado de imagens do Antigo Satanismo ou Satanismo Osiriano,mas sob uma nova interpretação mias horusiana.

A Figura acima é uma reprodução do símbolo.Nos seguintes parágrafos é destilada inúmeras interpretações de tal Símbolo segundo uma ótica satânica contemporânea e detalhes interessantes sobre a História de Gênese deste.

Primeiramente,vê-se um pentagrama invertido.Comumente,o pentagrama para cima representa a Natureza Espiritual e de Elevação do Homem.Como no Satanismo dá-se ênfase ao Sentido Carnal do Homem e a negação destes conceitos de suposta Transcendência Espiritual,esse foi invertido para representar oposição a isto,além do que para acomodar pefectamente a cabeça do Bode em seu interno.

O Pentagrama Invertido,é importante ressaltar,não deve ser sempre associado com o Satanismo,pois algumas religiões pagãs(principalmente as ligadas as antigas doutrinas célticas)utilizavam o pentagrama inverso para representar o Deus Cornífero ou Aspecto Masculino da Criação.

O Bode por sua vez representa a Fertilidade e os Aspectos Carnais do Homem em sua Forma mais Selvagem e Potencializada.Seus chifres podem representar o Dualismo Humano perfectamente Equilibrado no mesmo e postos à frente em postura de Desafio.Os três pontos descendentes representam a Santíssima Trindade Negada.

As Letras Hebraicas em torno do pentagrama,significam Leviatã.Leviatã é a Serpente do Abismo das Águas.Representa a Serpente da Ciência,Aquela que traz o Fruto da Liberdade e da Ciência do Bem e do Mal assim como o Livre Arbítrio.Da mesma sorte que esta Serpente pode representar a Natureza obscura do Satanista,de como este infiltra-se no Macrocosmo ou Meio sem ser notado.

Leviatã também pode ser considerado um Símbolo de Luxúria ou do Aspecto Monstruoso-Bestial não negado pelo Satanista.

Em algumas correntes demonológicas,Leviatã seria uma das personificações de Satã,assim estas letras hebraicas que significam Leviatã,seriam a potencialização do Aspecto Satã(Oposição,Liberdade)no Satanista.

Por fim,Baphomet representa os Poderes das Trevas em sinestesia com o conceito de Fertilidade da Cabra.

Outros nomes para este Símbolo ao longo da História:Bode Negro;Bode de Mendes;Bode de Judas;Bode Expiatório;Bode Centenas de Vezes Jovem.

Grande Mãe e Deus Cornífero:


“A filha do meu espírito é à sua imagem no espelho e,como todas as mães,eu odeio meu semelhante.Porque eu sou Ishtar,a deusa do amor e da guerra.Eu sou Shiva-Kali,O falo criativo e a deusa destrutiva.Eu sou anima mundi,o espírito do mundo,,ou simplesmente à Grande Mãe.” - AKRON:”Baphomet:The Light of Hell”


Baphomet é também à Grande Mãe e o Deus Cornífero.Este é o que Dragonhawk(famosa escritora pagã-wiccan) descreveu como o Primeiro Nível da Pirâmide Cósmica(A Energia Pura-Criativa da Força da Vida)e que manifesta-se no Segundo Nível(como à Grande Mãe e o Deus Cornífero).

Baphomet,é o que penetra a profundidade de seu ser com seu Lingam transformador e mágico.Ele enche-te com seu Esperma Fértil e Mágico.

Conforme ele insemina-te esta Nova Forma de ver o Mundo e o Elixir que traz o Despertar da Consciência(análogo ao “Despertar Satânico” de La Vey),seu corpo é despedaçado com Fúria Animalesca.Os chifres do Bode de Mendes rasgam sua carne,o esperma do Bode de Judas corrói suas entranhas e seu corpo por fim esfacela-se como Osíris o foi.

Assim,o seu próprio verdugo carinhosamente,recolhe o que sobrou de seu corpo esquartejado,e como Ísis fez com o próprio Osíris,leva-te ao Útero da Grande Mãe Negra.

Ficas tu em suspensão,formando seu novo Corpvs,juntando os cacos de sua Existência e preparando-se para o Verdadeiro Renascimento.Deixas tu de ser Bacchus para transmigrar-te em Dionisivs(“O Nascido Duas Vezes”).

Por fim,tua Deusa Mãe,tua Hécate,tua Deméter dá à Luz.Das Trevas e do Caos Transmutador do Útero sai tu..Completo e Renascido como Hórus o foi ao ressurgir do Ventre de Ísis.

Um Novo Mundo se desfralda a ti,óh Renascido,um Mundo Recém-Criado.Algo que sempre existiu mas nunca foi visto pelos olhos mundanos que possuías.E para ver este Novo Mundo,tiveste de ser destruído,descido às Trevas para,por fim,ver à Luz.Para chegar à Luz tiveste de Passar pelas Trevas experimentando todos os Graus da Criação(Treva e Luz).

Mas,não penses que a Hê e o Iod Sagrados-Profanos estão abstraídos de ti.Baphomet,à Grande Mãe e o Deus Cornífero,são partes indissociáveis de ti e jamais uma Entidade Impessoal.Baphomet é o Deus contido em ti,o Deus que te Transforma e que faz-te Evoluir na trilha de seu Eu Supremo e de sua Verdadeira Vontade!
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MensagemAssunto: Re: Baphomet - Seus significados   Ter Out 25, 2011 8:49 am

.Desta parte a frente foi escrita por quem eu respeito e acredito firmemente em suas afirmações, que é Minha amiga Nemonesias ( as Informações desta parte em diante mantidas foram postado inicialmente em outro forum )

O que significa o tão misterioso Baphomet?

BAPHOMET


Parapsicologia & Ciências Ocultas de Felipe Maia estudioso português


BA (LÁ) – Som que serve para harmonizar o meio ambiente.

PHO (FÁ sustenido) – A manifestação da luz divina por acção do Verbo.

PH – Som que representa o poder Divino de manifestação através do Verbo.
O – A luz invisível ao olho físico. A Luz Divina.

MET (RÉ) – Som que faz recair sobre nós próprios o efeito dos restantes sons vocálicos.

ME – Som que faz recair o efeito em nós.
Ê ou ET – Força e protecção.

Baphomet:
Figura panteísta e mágica do Absoluto.

Simbologia:
O Archote, colocado entre os chifres, representa a inteligência equilibrante do ternário.
A cabeça do bode, é uma cabeça sintetizada que reúne algumas das características do cão, do burro e do touro e que representa a responsabilidade, exclusiva, da matéria e a expiação, nos corpos, dos erros corporais.
As mãos são humanas, para mostrar a santidade do trabalho, e fazem o sinal simbólico que representa a frase, igualmente simbólica, “O que está em cima é como o que está em baixo”, recomendando, este mistério, aos iniciados.
Dois crescentes lunares, um branco, que está em cima, e um negro, que está em baixo, demonstrando, assim, a relação entre o bem e o mal, a misericórdia e a justiça humana.
A parte inferior do corpo está coberta por um panejamento representando, deste modo, os mistérios da geração universal, expressa, ainda, pela presença do caduceu.
O ventre é escamado e verde.
Possui duas asas abertas.
Semicírculo azul sobre o ventre.
As penas, que sobem até aos seios de mulher, são de diversas cores.
Tem seios de mulher para, assim, trazer, da humanidade, os sinais de maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores.
Na fronte, por baixo do archote, podemos ver o pentagrama, símbolo, por excelência, dos Templários, com a ponta para cima, símbolo, entre outras coisas, da inteligência humana que, colocada sob o archote faz da chama deste uma imagem da revelação Divina.
Este panteus tem por assento uma cubo e por estrado uma esfera, ou uma esfera e um escabelo triangular.

Baphomet e os seus elementos:

Fogo - Archote
Terra - Touro, bode, burro, esfera.
Ar - Asas, penas.
Água - Escamas.
Éter - Arco-Íris.

Benção com a mão:

ICHTUS - Jesus Cristo Filho de Deus Salvador.

Explicação da Simbologia:

ARCHOTE
Entre os antigos, os archotes ou tochas, eram acessórios obrigatórios em todas as cerimónias religiosas e, particularmente, na celebração de rituais fúnebres ou de casamento. Eram, também, usados pelos mistes nas cerimónias dos Mistérios de Elêusis.
É um símbolo próximo do da ave, da luz, e do arco-íris. É só com a ajuda de flechas a arder que Hércules acaba com a Hidra de Lerna, queimando-lhe a carne com tochas para impedir que as cabeças se reproduzam. O archote é, pois, a partir destes dois exemplos, um elemento de purificação, pelo fogo, e de iluminação. É a luz que ilumina a travessia dos Infernos e os caminhos da iniciação.

ASAS
Símbolo que representa a fuga do tempo, cujo movimento é inevitável e não pode ser controlado. Adverte o homem que deve preparar-se para a eventualidade da morte e que deve pensar no resultado da transição desta vi-da para a outra.

BODE
O bode simboliza a força genésica e vital, a libido e a fecundidade. Era o deus Pan ou princípio fecundante da natureza, isto é, o FOGO INATO, princípio de vida e de geração; quando os sacerdotes queriam representar a fecundidade da Primavera e abundância da qual ela é fonte, pintavam uma criança sentada sobre um bode e voltada para Mercúrio. Esta pintura indica a analogia do Sol (hermético) com Mercúrio e a fecundidade da qual a matéria dos filósofos é o princípio em todos os seres. É, esta matéria, princípio de vegetação, espírito universal e corporificado, que se torna óleo na oliveira, vinho na uva, resina nas árvores, seiva nas plantas, etc.. Se o Sol, pelo seu calor, é um princípio de vegetação, não o é senão excitando o fogo adormecido nas sementes, onde permanece entorpecido até ser despertado e reanimado por um agente externo.
É o que acontece nas operações alquímicas, onde o mercúrio filosófico trabalha pela sua acção, sobre a matéria fixa, onde se encontra, como numa prisão, este fogo inato. Desenvolve-o rompendo as suas peias e colocando-o em estado de agir, a fim de levar a obra à perfeição. Eis, pois, o menino sentado sobre o bode e o motivo que o leva a voltar-se para Mercúrio. Sendo Osíris esse fogo inato não difere o Pan de maneira que o bode era consagrado a um e a outro. Era, pela mesma razão um dos atributos de Baco.
O bode está ligado aos Templários por causa do Baphomet, que é um símbolo de iniciação.
Por outro lado, a figura do bode, alude à impureza animal, por oposição ao homem que pode ser purificado e ser susceptível de evolução.

BURRO
O burro selvagem, o onagro, simboliza os ascetas do deserto, os solitários. A razão disso está, sem dúvida, no facto de o osso de burro não ser atacado por qualquer água-forte. A queixada de burro tem reputação de ser extremamente dura. Sansão conseguiu matar mil inimigos servindo-se de uma queixada de burro.
É, ainda, um símbolo de paz, de pobreza, de humildade, de paciência e de coragem. É, geralmente, apresentado na Bíblia como um animal favorável, o próprio Jesus o escolheu, como montada, para a sua entrada em Jerusalém, no dia de Ramos.

CADUCEU
Vara com duas serpentes, enroscadas e com asas, na extremidade superior. Segundo a lenda era uma vareta de louro ou de oliveira que Apolo dera a Mercúrio. Este, tendo-a lançado, um dia, entre duas serpentes que se atacavam mutuamente, estas acalmaram-se e enroscaram-se em volta da vara.
O bastão é o símbolo do poder, as serpentes o símbolo da prudência e as asas, na extremidade superior, designam a actividade.
O caduceu parece ter sido o emblema hermético por excelência, a vareta mágica, ou varinha mágica, dos contos encantados da nossa infância.
A alquimia diz-nos que “O caduceu era composto por três partes: a haste de ouro, sobre a qual havia uma bola de ferro e duas serpentes que pareciam querer devorar-se”. Não indica, porém, o material de que eram compostas as serpentes. Parecem, no entanto, simbolizar as forças equilibrantes.

CÃO
Este animal tornou-se simbólico pelas qualidades que possui e pela sua utilidade, sendo considerado o mais inteligente de todos os animais. A sua beleza, a sua vivacidade, ligeireza e forma tornaram-no querido ao homem. Embora ele possa ser contado entre os animais temíveis, torna-se doméstico e pacífico, gosta de carinhos e deseja ser agradável. Em todas estas qualidades sobressai a fidelidade, que supera qualquer prova.
Os alquimistas ao seu Mercúrio os nomes de Cão de Corasceno ou Cão da Arménia.
O cão foi consagrado a Hecate, a Diana, a Marte e a Mercúrio. Entre os Romanos era o símbolo do afecto e da fidelidade, por isso, muitas vezes, os seus deuses lares eram representados com esta forma. Fizeram-no companheiro inseparável de Mercúrio, porque este deus era tido como o mais vigilante e astuto de todos os deuses. A sua carne era considerada como sendo das mais puras, por isso a ofereciam, aos deuses, em sacrifício.

CHIFRE
O chifre simboliza o poder e o domínio. Se o corno se prende, frequen-temente, a um simbolismo lunar e, portanto, feminino (corno do touro ou de vaca), pode tornar-se um vector simbólico solar e masculino (corno de carneiro ou de bode).
Quando Moisés desceu do Sinai, o seu rosto resplandecia, isto é, lança-va raios. O termo raios é traduzido no sentido próprio por Cornos, na Vulgata. Essa a razão porque os artistas, na Idade Média, representavam Moisés com cornos na testa.
Nos Salmos, o corno simboliza a força de Deus, que é a mais poderosa defesa daqueles que a invocam:

Salmo 18, 4

Nele me abrigo, meu rochedo,
Meu escudo e meu corno de salvação.
“Bíblia Sagrada, edição de 1697”


CRESCENTES LUNARES
É uma das formas mais características dos movimentos da Lua. Símbolo, simultaneamente, da mudança e do retorno das formas. Liga-se à Simbologia do princípio feminino, passivo, aquático.
Os teólogos muçulmanos dizem que o Crescente é, ao mesmo tempo, fechado e aberto, expansão e concentração. O contorno, precisamente no momento de se fechar sobre si, pára e deixa ver uma abertura. Da mesma forma, o homem não é prisioneiro da perfeição do plano divino … O signo do Crescente aparece, sobretudo, como um emblema da ressurreição. Parece fechar-se, estrangular-se, mas eis que uma fuga se abre sobre o espaço livre, sem limites. Assim, a morte parece fechar-se sobre o homem, mas este renasce nu-ma outra dimensão, infinita.

CUBO
Na antiguidade, o cubo, simbolizava a Verdade. Daí os altares dos sacrifícios serem de forma cúbica.
O cubo tem o mesmo significado do quadrado, simbolizando o mundo material e o conjunto dos quatros elementos. É símbolo da estabilidade, por isso se encontra, quase sempre, na base dos tronos.
No sentido místico, o cubo, foi considerado como o símbolo da sabedoria, da verdade e da perfeição moral, o perfeito equilíbrio. Ele é o modelo da Jerusalém futura, prometida pelo Apocalipse e que é igual nas suas três dimensões.
Combinado com a esfera, simboliza a totalidade terrestre e celeste, finita e infinita, criada e incriada, cá em baixo e lá em cima.

ESCAMAS
As escamas simbolizam a montanha, ou o suporte do mundo. Na arte românica, aparecem, muitas vezes, aos pés do Cristo na Ascensão; sob os pés dos anjos; no cimo das montanhas, simbolizando o limite da terra e o contacto com o céu, acabando por simbolizar o próprio céu.
Num outro sentido, que faz sobressair a coincidência dos opostos, designam, pelo contrário, o obstáculo que impede de ver o céu. É preciso que as escamas caiam dos olhos para que o homem compreenda.

ESFERA
É o símbolo da Regularidade e da Sabedoria. É, ainda, a representação da perfeição e da harmonia.
Nos mistérios Egípcios, as esferas e os globos eram símbolos de um Deus eterno e supremo.
No sentido místico, a esfera simboliza a extensão universal da sociedade, recordando-lhe que a caridade, que devem praticar, é o que de maior e universal há.

MÃOS
Como símbolo, a mão, possui um lugar de relevo, entre os místicos, por ser o principal lugar onde se compreende o sentido do tacto, indispensável ao ser humano.
Entre os Egípcios, a mão, era o símbolo da construção, porque todos os trabalhos dela procedem. Em vários Mistérios da antiguidade, principalmente a mão esquerda, era considerada como o símbolo da equidade.
A mão indicava a localização de um lugar sagrado. Na arte medieval, o Ser Supremo, era, sempre, representado por uma mão estendida que saía de uma nuvem, e, quase sempre, em atitude de benção. A forma de benção adoptada pela Igreja Romana, e que é dada com os dedos polegar e médio e indicador estendidos e com os outros dois dobrados para a palma da mão, tudo indica ter sido imitada dos símbolos dos sacerdotes da Frigia e de Elêusis, que a usavam nas suas procissões místicas. Nos mistérios de Mitra, acreditava-se que a mão, utilizada nesta posição, simbolizava a Luz imanada, não do Sol mas directamente do Criador, como manifestação especial.

PENTAGRAMA
É, para os pitagóricos, um símbolo de saúde.
A AMORC diz-nos que “… figuras semelhantes se usam no Norte da Índia sobre alguns objectos domésticos. O povo usa-o, principalmente, como amuleto protector contra picadas de escorpião e febres.”
O pentagrama é empregue, pela Ordem do Templo, para simbolizar o número cinco, os cinco elementos (Ar, Água, Terra, Fogo e Éter), assim como para simbolizar, alquimicamente, desordem ou queda, morte, corrupção e putrefacção.
Segundo Papus, o pentagrama é a representação mágica do homem, concebido como um microcosmos. A estrela de cinco pontas, além de ser um poderoso instrumento de acção mágica, indica, para quem sabe construí-la, as leis ocultas da polaridade.
O pentagrama é, no sentido evolutivo, com uma ponta para cima, o Símbolo da Vida. Quando voltado ao contrário, representa a vida em revolução e relembra a cabeça de um bode tomada como emblema diabólico, ou como que recordando o Baphomet.
De uma forma geral, o pentagrama, com uma única ponta para cima, é considerado como activo e benéfico; nele se inscreve o homem com a cabeça e os quatro membros tocando as suas extremidades. O pentagrama invertido, com duas pontas para cima, é considerado como passivo e maléfico. Certos ocultistas, com tendências satânicas, inscreveram nele a cabeça de um bode, como emblema dos instintos animais ou animalizados.
Para os magos brancos, o pentagrama, é o símbolo do Número de Ouro ou Áureo Número.
O pentagrama aplica-se, particularmente, ao homem. Indica a predominância da cabeça sobre os quatro membros, como o Éter predomina sobre os quatro elementos. Traçado com um único traço, o pentagrama teria, para os ocultistas, um poder mágico particular, afastando as forças negras.
O pentagrama representa, sempre, uma dualidade, ou seja, o cordeiro de São João ou o bode Mendes; iniciação ou profanação; Lúcifer ou Vésper; Maria ou Lilith; vitória ou morte, luz ou escuridão.

SEIOS DE MULHER
Os seios são um símbolo de protecção e de medida.
O seio está relacionado, obviamente, com o princípio feminino e, portanto, como medida no sentido de limitação e, isso por oposição ao princípio masculino, que é ilimitado, ou sem medida.
O seio é, sobretudo, um símbolo de maternidade, de suavidade, de segurança, de recursos. Ligado à fecundidade e ao leite, que é o primeiro alimento, está associado a imagens de intimidade, de oferenda, de dádiva, de refúgio.
Taça invertida, dele, como do céu, flui a Vida.
Mas, o seio é, também, receptáculo, como qualquer símbolo maternal, e promessa de regenerescência. O retorno ao seio marca, como toda a morte, o prelúdio de um novo renascimento.

SEMI-CÍRCULO ou ARCO-ÍRIS
Este símbolo é o caminho e mediação entre o céu e a terra. É a ponte da qual se servem os deuses e os heróis entre o outro mundo e o nosso. Esta função, quase universal, é atestada tanto entre os pigmeus, em África, como na Polinésia, Indonésia e entre todas as religiões da antiguidade Europeia.
O arco-íris é um exemplo de transferência dos atributos do deus uraniano para a divindade solar. O arco-íris, tido em tantos sítios como epifania uraniana, é associado ao Sol, tornando-se seu irmão.
Entre os Gregos, o arco-íris, é Íris a deusa mensageira dos deuses, representando, também, a linguagem divina.
As sete, e não cinco cores, do arco-íris, representam, ainda, para alguns povos, as qualidades divinas que o homem tem de desenvolver em si.

TOURO
O touro é considerado como um emblema do merecimento e símbolo do trabalho, da perseverança e do desprendimento. Outros simbolistas olham-no como representando a força e a obediência.
Ele é o Sal, matéria-prima receptiva, na qual se efectua a fecundação. Elaboração interior da qual é o símbolo e que representa que o “recipiendário (candidato ou iniciando), judiciosamente preparado, foi admitido nas provas”


CORES:

AZUL
É a cor da tolerância que deve caracterizar o desejo da excelsitude e condicionar a atitude do buscador. É a cor do elemento AR.

VERMELHO
É a cor do sacrifício e do ardor empregues na busca do conhecimento. É a cor do elemento FOGO.

PRETO
É a cor da tristeza que atormenta o Iniciado quando supõe que o seu desejo de excelsitude, o seu sacrifício e o seu ardor, têm sido em vão. É a cor do elemento TERRA.

BRANCO
Simboliza a paz e a serenidade do Iniciado que alcançou a plenitude da Iniciação, quando desenvolveu, em si, a espiritualidade pura, livre de todo o sentimentalismo.

VERDE
Simboliza a actividade, a franqueza, a esperança do Iniciado que não deve esmorecer apesar de todos os percalços do caminho. É a cor do elemento ÁGUA.

AMARELO DOURADO
É o Sol e indica grandeza de alma.

ROSA
Grandeza e descrição.
OURO e PRATA
As duas vias de transmutação alquímica.

SOLVE e COAGULA
É um apotegma alquímico que, neste caso, representa o processo que leva ao estado último de desenvolvimento do Iniciado. Dissolve e Coagula é uma técnica simples e linear que exige sinceridade e paciência no processo, qualidades necessárias ao buscador para a transformação ou transmutação espiritual.
É um apotegma alquímico que, neste caso, representa o processo que leva ao estado último de desenvolvimento do Iniciado. Dissolve e Coagula é uma técnica simples e linear que exige sinceridade e paciência no processo, qualidades necessárias ao buscador para a transformação ou transmutação espiritual.
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