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 Práticas "enochianas"

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Flammus
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MensagemAssunto: Práticas "enochianas"   Sab Out 08, 2011 1:13 pm

As práticas "Enochianas", são um conjunto de práticas mágicas onde o mago Jhon DEE, diz ter recebido informações de anjos que seriam superiores ou até mais violentos que os demonstrados na biblia, vários ocultistas tentam entender o que ali se passa e afirmam serem anjos "enochianos".

Seguindo um breve estudo...




O sistema mágico recebido por Dee é geralmente dividido em três partes, ditadas pelos anjos em intervalos separados de tempo. A primeira parte é chamada de Heptarchia Mystica, basicamente um sistema de magia planetária cujos elementos mais famosos são o Anel de Aemeth e o Sigilo dei Aemeth, utilizados a partir da Aurora Dourada na consagração do Templo.
Na segunda etapa, as inteligências mágicas entregaram a Dee o misterioso Liber Loagaeth, ou Livro da Voz de Deus, cujo objetivo declarado era manifestar uma nova era na Terra, mas não foram dadas então instruções sobre como o livro deveria ser utilizado, pois os anjos respondiam que apenas Deus poderia decidir quando seria o tempo certo. Eles também revelaram as letras do Alfabeto Mágico.
Os aspectos mais conhecidos da obra de Dee pertencem ao terceiro período. Os anjos tinham pouco tempo para transmitir todo o seu conhecimento, tendo iniciado em 10 de Abril de 1584 e devendo terminar antes de Agosto. Espíritos maus tentaram pertubar o trabalho, e convencer Dee e Kelly a abandoná-lo. Mesmo assim, o mago e o alquimista vidente conseguiram registrar o mapa dos quatro reinos elementais, as chaves de invocação mágicas e as informações sobre os 30 Aethires, ou planos espirituais que o mago deve percorrer no seu processo de iniciação.
No século XX, a Magia Enochiana se popularizou após os esforços da Aurora Dourada(golden Dawn) e de Aleister Crowley, tendo sido este a primeira pessoa a percorrer os 30 Aethires, durante uma travessia pelo deserto do Saara, e registrando suas experiências iniciáticas no maravilhoso livro chamado A Visão e a Voz.
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MensagemAssunto: Re: Práticas "enochianas"   Sab Out 08, 2011 1:15 pm

O sistema mágico que mais se identifica com a Nova Era e, talvez por isso, sendo considerado o mais eficiente que existe, é a Magia Enochiana, derivada da obra do mago elizabetano John Dee. A princípio, pode parecer estranho falarmos de modernidade e nos referirmos a uma Magia do século XVI. Mas, Dee e seu assistente, o vidente alquimista Edward Kelly, trabalharam entre 1581 e 1585 apenas recebendo os ensinamentos e técnicas que só seriam colocados em prática quase trezentos anos depois. As inteligências prater-humanas declararam várias vezes ao dois,e que a as novas técnicas eram para serem utilizadas na vinda de um novo tempo, onde novos estranhos homens e governos deveriam surgir. Os manuscritos permaneceram escondidos e desconhecidos por um longo período, até serem recuperados pela Hermética Ordem da Aurora Dourada no final do século XIX, pouco antes do início do Novo Aeon.
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MensagemAssunto: Re: Práticas "enochianas"   Sab Out 08, 2011 1:17 pm

O contato com as inteligências prater-humanas, entretanto, não é novidade. Sempre existiram magos e videntes capazes de estabelecer a comunicação mágica, derivando dela sabedoria, conhecimento e poder. A diferença hoje é que essa habilidade é cada vez menos o domínio misterioso de uma elite, e com o avançar do Novo Aeon, essa capacidade será cada vez mais entendida e difundida, tornando enfim obsoletas todas as formas religiosas onde existe a necessidade do sacerdote como intermediário.

Esta transição evolutiva da Humanidade foi registrada de forma artística no Arcano XX do Tarot de Toth, elaborado pela artista Frieda Harris Estela da Revelação, mas com uma diferença fundamental: enquanto no original vemos o sacerdote dirigindo-se ao deus Hórus, a nova versão abole a presença sacerdotal e nos coloca frente a frente com a divindade. Por isto, o Arcano XX do Tarot de Toth é uma das mais poderosas imagens mágicas de que dispomos, sendo utilizada em Magia e Meditação para abrir nossas capacidades de comunicação extraordinárias.

O Arcano reproduz uma estela egípcia antiga, que Crowley rebatizou como a O estudo cuidadoso da obra de um dos principais magos da História, o controvertido Aleister Crowley, revela a crença em uma verdade básica sobre o progresso da Humanidade: a de que evoluimos por etapas, e que cada etapa da nossa evolução corresponde a uma era astrológica e a uma faculdade a ser desenvolvida. Para Crowley, a etapa atual, que ele batizou de Novo Aeon, é marcada pelo desenvolvimento da nossa capacidade de nos comunicarmos com inteligências praeter-humanas, seres que, desprovidos de corpos orgânicos, mesmo assim são capazes de organizar memória e inteligência, e estabelecer o contato conosco.
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MensagemAssunto: Re: Práticas "enochianas"   Sab Out 08, 2011 1:28 pm

Como voce pode ter reparado, algumas partes estão em destaque lá em cima certo? Há um motivo para isso.

Vou explicar, acho que sempre que alguém para e pensa em ocultismo acredita que pode fazer algo legal pegando atalhos, porém, o ocultismo não é assim tão simples, existem coisas a se saber sempre antes de tentar algo, por exemplo, alguns ao ver este tópico iria pensar, legal, sou uma pessoa que acredita em Deus e que aqui tem um sistema para evocar anjos, vou faze-lo então, porém, vamos entender algumas coisas antes.

Primeiro, por que o sistema se chama "Enochiano"?


Foi batizado assim devido Enoch, e QUEM foi ENOCH?



Conforme a WIKIPédia:

Enoque – חנוך, Chanoch ou Hanokh – é o nome dado uma das personagens bíblicas mais peculiares e misteriosas das Escrituras. Nasceu, segundo os escritos judeus, na sétima geração depois de Adão, sendo filho de Jarede, e pai de uma outra personagem, Matusalém.
De acordo com o relato de Gênesis, capítulo 5, versos 22-24, Enoque teria sido arrebatado por Deus para que não experimentasse a morte e na certa fosse poupado da ira do dilúvio:
“E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.”
Há dois aspectos extraordinários no relato de Enoque, enfocados nesses versículos, que não foram enfocados em outras gerações: as indicações do texto de que ele “andou com Deus” e o fato que, supostamente, ele não teria morrido, pois “Deus para si o tomou”. Estes relatos foram a origem de muitas fábulas, lendas e midrashim (estudos rabínicos mais aprofundados) de sábios judeus ao longo de séculos. Muitos deles se incomodaram muito pelo fato que Enoque "só" vivera 365 anos, uma curta duração de vida para sua época, de acordo com o livro de Gênesis.
Sobre este personagem bíblico existem também os livros apócrifos pseudoepígrafos: “Livro de Enoque I” e o “Livro de Enoque II, que fazem parte do cânone de alguns grupos religiosos, principalmente dos cristãos da Etiópia”, mas que foram rejeitados pelos cristãos e hebreus, por serem particularmente incômodos para os clérigos do ponto de vista político. Todavia, a epístola de Judas, no Novo Testamento bíblico, faz uma menção expressa ao Livro de Enoque, fazendo uma breve citação nos versos 14 e 15 de seu único capítulo.
De acordo com o relato contido em Gênesis sobre a idade dos patriarcas, Sete e seus filhos ainda viviam quando Enoque foi tomado por Deus, bem como Matusalém e Lameque.
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MensagemAssunto: Re: Práticas "enochianas"   Sab Out 08, 2011 1:30 pm

ainda na wikipédia:

De acordo com o Targum de Yonatan – tradução para o aramaico das Escrituras hebraicas – Enoque tinha se elevado ao céu ainda em vida e teria se transformado no anjo Metatron. O versículo “porque andou (Enoque) com Deus” no Targum de Yonatan: “E não esteve mais (Enoque) entre os habitantes da terra, pois foi tomado e subiu para os céus, pelo comando do Eterno (se fez isso), e chamou seu nome de Metatron, o Grande Escriba.”
De acordo com outro midrash, Enoque esteve entre o seleto grupo dos que entraram no paraíso celeste, indicando os que tiveram esta oportunidade - “nove foram os que entraram em vida no Jardim do Éden celestial, e estes são: Enoque, filho de Jarede, e Elias (profeta), e o Messias, e Eliezer, servo de Abraão, e Hiram, rei de Tiro, e o servo do rei de Kush ( Etiópia), e Yaabetz, filho de Rabbi Yehudá o Príncipe, e Batiah, filha de Faraó, e Sarah, filha de Asher, e há os que afirmam também que Rabbi Yehoshua ben Levi.”

e também:


De acordo com o livro "The Prophet of God Idris: Nabiyullah Idris" ("Idris o Profeta de Deus: Nabiyullah Idris" ), Idris é o nome alcorânico de Enoque. Ele é mencionado no Alcorão como preferido por Deus, que o elevou até Ele (no livro de Enoch da Bíblia, preservado pela comunidade cristã Etíope, pode ler-se que ele foi elevado até o nível da cabeça de Deus); Idris pediu para voltar novamente para a Terra, para a região de Gizan (atual Giza no Egito) onde ele lecionou as pessoas a escrever, e descreveu ter visto em sua jornada as nascentes da água (a neve nos topos das montanhas, especialmente nas áreas polares) e os fundamentos por trás da astronomia. Ele descreveu ainda diferentes céus onde ele viu diabos e jins aprisionados e sendo atormentados pelos anjos, alguns deles à espera de punição. Ele é o importante profeta entre Adão e Noé. É possível que se tenha construído pirâmides em reverência a ele, uma vez que esta foi a região onde ele ascendeu novamente ao céu e nunca mais voltou para sua família. É possível que ele seja o verdadeiro homem por trás do mito de Osíris, o deus egípcio.
Há também uma tradição britânica sobre o profeta Idris que afirma que este teria fundado Caer-Idris [colónia ou cidade de Idris], em algum lugar das ilhas britânicas, onde se lecionava astronomia. O nome Idris é hoje comum no País de Gales (uma das quatro nações que constituem o Reino Unido) em memória desse famoso druída (classe da sociedade céltica formada por anciões).
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MensagemAssunto: Re: Práticas "enochianas"   Sab Out 08, 2011 1:37 pm

Como pode ser visto, Enoque não morreu, ele foi levado por Deus, a época em que os rabinos falaram que Enoque havia virado o anjo Metraton, o conceito judaico ja havia se entregue a práticas mágicas, porém, os anjos são na verdade demonstrados:

NA BÍBLIA:
Criação dos Anjos:
Anjos não são uma raça, mas uma hoste (exército).
Eles são filhos de Deus (Jó 1:6), e não de outros anjos.
Foram criados num determinado momento, antes da criação do mundo físico (Jó 38:6,7).
Os anjos foram criados num estado de santidade (Judas 1:6).
Eles são inumeráveis (Heb 12:22).

Personalidade dos anjos (cada anjo é uma pessoa)
Intelecto (1Pe 1:12).
Emoções (Luc 2:13).
Arbítrio (resolução dependente da vontade) (Judas 1:6) -- capazes de deixarem o seu primeiro estado.

Natureza dos anjos:
São seres espirituais (Heb 1:14).
Não se reproduzem (Mar 12:25).
São masculinos exceto em Zac 5:9 (gênero feminino usado duas vezes).
Não morrem (Luc 20:36).
São distintos dos seres humanos (Sal 8:4,5). --Não são os espíritos dos mortos.
Possuem grande poder (2Pe 2:11).
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MensagemAssunto: Re: Práticas "enochianas"   Sab Out 08, 2011 1:49 pm

Certo, o que estou tentando dizer com tudo isso se revela agora.

Enoque, também foi quem escreveu um livro considerado pela igreja como "apócrifo", o que considero um desperdício mais uma vez do cristianismo em não tentar esclarecer e sim vender um conceito, neste livro de Enoque, são tratados os anjos que pela segunda vez, teriam traido Deus e realizado uma rebelião para copular com as mulheres humanas e gerarem os nefilins.
Eles foram presos por Deus com os olhos vendados e amarrados para não mais enxergarem a luz.

Então, de certa forma jhon Dee disse ter feito contato com anjos que seriam das hostes de Deus, porém, ele também fez contato com seres que queriam impedir Dee de completar o contato, seres os quais Dee descreveu como "demoniacos".

Então usemos o raciocinio lógico, Dee tentou contato com os anjos, porém, criaturas demoniacas também queriam impedir o contato, anjos e demonios não vivem no mesmo local.

Então o que Dee contatou? Simples: Anjos, porém caidos! Os mesmos que desceram no monte Armon junto a Samyaza para tomar as filhas dos homens para si.

Por isso que o sistema lida com o nome de Enochiano, faz sentido certo?

Continuemos agora que ja sabemos com o que estamos lidando...
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MensagemAssunto: Re: Práticas "enochianas"   Sab Out 08, 2011 2:23 pm

Origens: Os Diários de Dee

Os sistemas de magia agora conhecidos como magia Enoquiana derivam do trabalho do estudioso Elizabetano Dr. John Dee e do vidente Edward Kelley. Dee tinha uma paixão por descobrir conhecimento perdido e verdades espirituais; em particular quis recuperar a sabedoria que ele acreditou estar nos livros perdidos de tempos antigos. Entre estes o então lendário Livro de Enoch, que ele aparentemente concebeu como sendo um livro que descrevia o sistema magico usado por aquele patriarca. Dee concluiu que esforços mundanos não conduziriam à sabedoria desejada, e decidiu então se aplicar para contatar ele mesmo as fontes divinas. Durante os anos de 1581 à 1585, executou uma série longa de operações magicas com esta intenção. Kelley uniu-se a ele em março de 1582, e foi seu assistente exclusivo durante o remanescente do trabalho.

O método empregado para estes trabalhos era padrão para a época. Dee agiria como o orador e dirigiria preces fervorosas à Deus e para os arcanjos durante um espaço de tempo que duraria de quinze minutos a uma hora. Então uma bola de cristal seria colocada em uma mesa previamente preparada, e os anjos seriam chamados para manifestar uma forma visível em seu interior. Kelley faria o trabalho de scrying com ela e relataria tudo que viu e ouviu; Dee se sentaria a outra mesa perto e registraria tudo o que aconteceu.

Dee fez múltiplas cópias destes registros. Uma porção deles relativo às Chamadas Angelicais, Tábuas e o Liber Scientiae, foram adquiridos com o restante da biblioteca de Dee por Robert Cotton. Esta parte foi publicada no Casaubon's A Time and Faithful Relation. As porções mais recentes relativas a Heptarchy e Liber Loagaeth vieram iluminar por meios indiretos.

Em anos mais recentes de sua vida, Dee aparentemente decidiu esconder seus registros mágicos dentro de um compartimento secreto em um grande baú de cedro que ele possuía. Depois de sua morte o baú foi comprado e passou por vários donos. Os documentos escondidos não foram descobertos até por volta de 1662, e encontrou seu caminho nas mãos de Elias Ashmole em 1672. A coleção do Sr. Ashmole passou eventualmente para a Biblioteca Britânica.

De acordo com Ashmole, aproximadamente metade dos registros ocultos foram acidentalmente destruídos pela empregada do descobridor antes que esforços para preservação pudessem ser feitos. Apesar disto, os registros das operações de 1581-1585 aparecem quase que completamente intactos.

O registro destas operações é muito detalhado; tanto assim que leva ao um estudo cuidadoso para separar o 'joio do trigo'. Boa parte das comunicações eram importantes dentro do contexto das operações, mas não tem relação direta nos sistemas de magia que é apresentado. De resto, há períodos longos de comunicações que, em retrospecto, parece não ter nenhum propósito além de manter a atenção dos magistas em dar continuidade às operações. Durante estes períodos os anjos apresentavam visões coloridas, profecias portentosas, e fofoca angelical, mas pouquíssima informação sólida. Adicionalmente, o leitor tem que lidar com excursões paralelas em religião apocalíptica, política, problemas pessoais entre Dee e Kelley, e várias questões irrelevantes que Dee teimou em inserir no trabalho.

Cronologicamente, o trabalho de Dee e Kelley divide-se em três períodos altamente produtivos separados por meses nos quais nada de valor especial foi recebido. O material recebido em cada período geralmente sustenta-se por si mesmo, e é sutilmente relacionado com os outros períodos. Na interpretação mais rígida, apenas o material do terceiro período qualifica-se como "Magia Enoquiana", mas o termo é freqüentemente aplicado ao trabalho como um todo.
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MensagemAssunto: Re: Práticas "enochianas"   Sab Out 08, 2011 2:25 pm

Período um: A Heptarchia Mystica

O primeiro sistema de magia dado a Dee foi a Heptarchia Mystica. Um sistema auto-suficiente e moderadamente complexo de magia angélica planetária, semelhante em estilo (mas não em conteúdo) aos vários "grimoires Salomônicos". O registro completo de sua apresentação pode ser encontrada no Mysteriorum Libri Quinti de Dee; um grimoire de trabalho. Um composto com extratos deste mesmo registro, é conhecido como De Heptarchia Mystica.

A apresentação deste sistema magico é de notável seqüência e ordem, comparada às partes mais recentes do trabalho. O equipamento físico necessário foi descrito em detalhes, seguido por uma hierarquia de 49 "Anjos Bons", e mais adiante informações relativas aos Reis e Príncipes da hierarquia, e seus ministros. A parte principal da informação foi dada durante 1582; correções significantes para o esboço do equipamento foi determinado na primavera do o ano seguinte, depois de um hiato no trabalho e a apresentação do Liber Loagaeth.
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MensagemAssunto: Re: Práticas "enochianas"   Sab Out 08, 2011 3:10 pm

Equipamento: Anel, Lamen, e Mesa Santa





Os anjos afirmaram que o anel que eles esboçaram para Dee era o mesmo que Salomão usava para controlar demônios. Ele tinha uma parte plana na qual era fixo uma pequena chapa retangular. As letras PELE (letras Latinas para "Ele operará maravilhas") eram escritas nos quatro cantos deste retângulo. No centro do retângulo havia um círculo dividido por uma linha horizontal, com a letra "V" acima da linha e a letra "L" abaixo desta.

Foram dados dois lamens diferentes a Dee. O primeiro destes apresentava uma semelhança genérica com vários sigilos goéticos, sendo um sortimento de linhas de forma livre e letras estranhamente colocadas. O ser que o entregou, instruiu que o lamen deveria ser feito em ouro e usado em todas as vezes e lugares com fins de proteção.





No ano seguinte, Dee e Kelley são avisados que este era um falso lamen, dado por um "espírito ludibriador". Eles lhe forneceram um novo desenho formado por uma matriz 7x12 pelos nomes dos Reis e Príncipes Heptarcais; o novo lamen era composto totalmente de letras e arranjadas em padrões retilíneos. Ao contrário o primeiro lamen, o propósito do segundo, era somente "dignificar" o magista, mostrar o seu mérito para executar a magia Heptarcal.




A Mesa Santa ou Mesa de Convenção era a peça central da Magia Heptarquica. Seu propósito era ser um "instrumento de conciliação"; ou seja, o meio pelo qual os poderes que esta simbolizava, eram trazidos junto ao magista. Como no caso do lamen, Dee foi informado que a versão inicial da mesa estava incorreta, e um desenho novo foi providenciado.






A mesa deveria ser quadrada com lado medindo dois cúbitos (algo entre 90 a 110 cm) e dois cúbitos de altura. As pernas terminaram em pés com formato de taças invertidas, debaixo dos quais cópias pequenas do Sigillum dei Aemeth eram colocados. Tinha uma margem interna de uma polegada (2,54 cm), nas quais certas letras eram desenhadas (21 em cada lado da mesa). Dentro deste limite uma Estrela de David era desenhada, e no centro da estrela um quadrado de 6 polegadas de lado (15 cm aproximadamente) dividido em uma matriz 3x4 onde outras letras seriam desenhadas. Em cima da mesa eram colocados sete talismãs planetários, chamados "Insígnias da Criação". No centro, era colocado uma versão grande do Sigillum dei Aemeth. Quando em uso, a mesa, Sigillum, e talismãs eram cobertos com uma toalha de seda vermelha. A bola de cristal era então colocada em cima da toalha, diretamente sobre o Sigillum.

As letras ao redor da extremidade da mesa, e no quadrado central, foram tirados da mesma matriz 7x12 que formava o lamen. A intenção seria de que eles "dignificavam" a mesa - consagrando-a para o trabalho com a Heptarquia - da mesma maneira que o lamen dignifica o magista. Não há nenhuma indicação no registro, a idéia de que elas eram palavras que transmitiam algum tipo de significado, como Gerald Schueler alegou.

Muitos magistas assimilaram a idéia de que a Mesa Santa também é necessária às operações que envolvem as Chamadas e Tábuas Angelicais dados a Dee e Kelley em 1584. É verdade que eles fizeram uso da mesa para operações que obtiveram todo aquele material. Porém, a mesa é projetada especificamente para o uso com os poderes da Heptarquia; parece improvável que ela seria satisfatória para a natureza quase elementar dos poderes das Tábuas.


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